221B Baker Street

As razões da minha identidade com Sherlock Holmes.

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Mais um textão desabafo feat consolo?! Espero que sim, a verdade é que quero registrar as razões desse amor doido que surgiu pelo personagem (da série, importante ressaltar isso) e o por que Baker Street tem sido meu local mais constante nos últimos 6 meses.
Sherlock entrou em minha vida em setembro de 2016 (sim, eu guardo bem coisas que acabam me marcando) e desde então tenho constantemente me consolado com suas histórias e aventuras (embora o visual terminou em janeiro – S04). Me identifico muito com Sherlock e vou tentar explicar o porque. Não falo aqui identidade de sabedoria mental ein! Isso seria impossível. Minha identidade é com o homem e suas questões emocionais. Eu tenho tendência por me apaixonar (ou admirar, enfim use o termo que preferir) por qualidades que sinto que não possuo. Isso me lembra demais Rubem Alves quando ele escreveu: “Escrevo o que não tenho. Tenho sede, sou pote e a poesia é água” Pois bem, amo o que não sou, amo o que gostaria de ser, amo a capacidade de ser grande. Antes que você ache isso uma ladainha sem fim, um lembrete: eu ainda estou a aprender sobre autoconfiança e amor próprio. E já que toquei nesse assunto (o mais delicado de todos, a meu ver, pois me entristece rapidamente e profundamente) quero que saibam que posso ser a mais engraçada e espontânea (eu realmente sou), mas quando estou a pensar, me sinto extremamente sozinha e na maioria das vezes me entristeço ao começar relacionar coisas que gostaria e coisas que ainda não conquistei…
Mas aonde o detetive entra nisto tudo? Acho que eu admiro essa forma de alguém (personagem ou pessoas) de lidarem rapidamente com suas relações e não terem problemas quanto a questões emocionais. Respostas rápidas e confiantes “é isso e pronto e está tudo bem”. No meu caso “é isso, tem que estar bem, mas não ta não”. Sherlock é um dos tantos que eu brinco dizendo “queria ser”. Queria ter toda essa autoconfiança, pois a tendo, as outras coisas inacabadas são só coisas, vão embora como qualquer outra situação.
As pessoas dizem que na vida real também é assim, as coisas também vão, mas quem não gostaria dessa facilidade fictícia ein? Por isso amamos tanto os contos de fadas, as histórias de finais felizes, os romances. Tudo se encaixa, mesmo que demore.
Sherlock me deu as aventuras e me fez crescer sim! Depois da série eu dei início a escritas minhas no Fanfiction (site de fic) e estou tão feliz por um personagem dar tanta confiança para uma menina que raramente confia em si.
Eu sempre tenho essa sede de pertencer a algo e Sherlock me deixa a vontade no seu mundo. Como se “tudo bem estar do jeito que está” e isso me deixa mais tranqüila quanto as cobranças interiores e exteriores que existem.

Ps. você já assistiu a série?

Minha alma pulsou e eu atendi seu pedido.

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Amanhã volto ao meu amor, volto a um local que me apaixonei antes mesmo de estar lá de corpo presente. O amor surge de muitas formas: um olhar, um desejo, um sonho. O meu? Ser bailarina! A dança, assim como a música e as artes são formas de expressar palavras que o coração não pode dizer, é uma forma de demonstrar amor por si e pelos outros. Dançar é elevar a alma para mais próximo de Deus. A dança é leve, é intensa, é uma conversa longa ou uma piscadela rápida.
Como uma pessoa calorosa e toda trabalhada nas expressões, a dança é pra mim uma terapia intensiva de amor. Ela é o encontro do anseio da minha alma e uma forma de espantar uma possível tristeza, uma constante saudade.
Havia deixado a dança em 2014 por razão de acertos de contas pendentes e depois o desemprego, mas sempre acompanhando de perto as fotos, os festivais e toda a equipe querida que eu conheci (e também alguns novos integrantes que irei conhecer). E sempre repetia “eu irei voltar” “eu ainda vou voltar”. No início deste ano, me encontrei com uma das meninas e repeti novamente “olha, acho que deste ano não passa” e não passa mesmo! Como aconteceu eu não sei explicar, as coisas são como são. Foram surgindo oportunidades de trabalho e eu abracei. E então, no último final de semana minha mente estava novamente num misto de saudade e solidão, coisas que são facilmente curadas com dança e então lembrei das minhas palavras ‘eu vou voltar’, calculei rapidamente se poderia fazer, e não precisou muito para decidir que SIM! EU ESTOU DE VOLTA.
Meu coração e minha alma estão em festa porque é como reencontrar um velho amigo, que um dia vivi coisas lindas. A dança é assim pra mim. Eu amo quando a vida faz isso. Ela é esse elástico que vai e volta, encontra e solta e esse mistério a gente nunca vai entender, só vai sentir (o que é maravilhoso).
2017 tem sido um ano que tenho me amado cada vez mais e isso tem rendido histórias bonitas e novos rumos (outros nem tanto) e quero cada vez mais ouvir os desejos da minha alma, porque daqui só levamos o que nela acumulamos.