Balançar evita depressão!

Sarau especial dia das crianças.bal

Esse foi meu primeiro sarau sozinha! Os outros dois saraus que participei, levei alguém para me acompanhar ou conhecer esse ambiente maravilhoso que é o instituto Rubem Alves. Nesse sarau, devida a agenda apertada dos amigos, eu tive que fazer um bem bolado para conseguir ir, e não é que mesmo com complicações eu consegui? Tive que dormir no apê da minha amiga (alias, eternamente agradecida Anii) e foi muito gostosa essa aventura solo com a poesia.

O sarau:

Meu querido (hahaha sim, o mentor do sarau Pe. Edvaldo) iniciou o sarau com a tão querida música ‘bola de meia bola de gude’ que faz referência a infância. O tema do mês foi ‘a criança’ pela razão de outubro ser um mês dedicado aos pequenos. Vocês conhecem essa música? Se não, por favor, ouça! É do Milton Nascimento! Após ouvimos, ele quis que prestássemos atenção na seguinte frase “toda vez que o adulto balança ele vem para me dar a mão” (aqui se referindo a criança da música/ou a criança dentro de nós) na reflexão vale duas coisas: quando vacilamos na vida adulta, a criança em nós ampara e nos dá a mão, e também vale o balançar referente a balanço mesmo, o brinquedo. Por que não um adulto usar balanço? Bom, aqui no caso não há balanços para adultos, mas Rubem Alves sempre afirmou que deveriam existir, já que para ele, balançar evita depressão. O balançar aqui ele usa de metáfora para o movimento da vida. Quem se movimenta não entristece, quem balança a vida não tem tempo para enfatizar as coisas ruins, quem balança sente o vento da mudança, quem balança impulsiona a vida. Essa música é muito poderosa. E ser criança é muito poderoso.

Discutimos essa dificuldade de ser adulto, das coisas práticas e secas que o adulto enfrenta, e a facilidade que a criança tem de perdoar, seguir, brincar e se empolgar com cada detalhe da vida. Adultos, estamos tão ocupados em cumprir prazos, leis, vontade e obrigações que deixamos de lado a leveza da criança porque ser adulto é levar a vida a sério, e vida séria é vida sem brincadeiras (e pesada não?). Por que será que na dificuldade da vida, a gente tem vontade de colo? Chora? Adjetivos aqui da criança. Todos voltamos a ser crianças, porque no fundo nunca deixamos de ser. Na religião, Jesus declara que só quem é criança entra no reino dos céus. Porque céu é leveza, e adulto é pesado.

Depois de muitas opiniões, todas muito parecidas de como deveríamos manter a criança em nós e que cansa demais ser adulto, meu querido fez uma dinâmica do brinquedo. Ele disse que precisamos saber brincar, e se a gente ainda sabia brincar. Deveríamos escolher um brinquedo para entrar no céu. E além de escolher o brinquedo, deveríamos saber brincar com ele, e ensinar os outros a brincar. Eu fiquei na dúvida entre dois (que não sei exatamente se são brinquedos, hahaha), mas que a mim, eu me divirto e viro criança. Um deles é o microfone (Lea Michele? Hahaha) e o outro é uma sapatilha de bailarina (sonho eterno). Escolhi o segundo, porque céu a mim é realizar sonhos, então serei bailarina. Minha alma é dançarina, sempre achei isso, e acredito que sempre pensarei assim.

Ahhh a criança, quando crescemos sentimos essa nostalgia de quão mágico as coisas eram quando criança. No fim, acho que desejamos que a magia nunca vá embora. Espero que de você ela nunca vá. Você saberia dizer o brinquedo que gostaria de levar com você pra sempre? E brincar, você ainda sabe? Você gostaria de balançar sua vida? Lembre-se que a criança sempre lhe dará a mão.

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